segunda-feira, 6 de junho de 2011

NASA descobre Efeito Borboleta atuando no Sol

Link do artigo analisado: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=efeito-borboleta-sol


Imagem: Karel Schrijver


Depois de operar por aproximadamente 2 meses, a sonda SDO (Solar Dynamics Observatory), da NASA, enviou estas imagens do Sol, sendo as de melhor e maior resolução obtidas até hoje. As imagens exibem o espalhamento dos campos magnéticos na superfície solar, o que revelou que o distanciamento dos mesmos podem responder à alterações localizadas em um campo magnético superficial.

Os cientistas há muito reconhecem a interferência das tempestades solares nos sistemas Tecnológicos na Terra, principalmente nos satélites, mas só de posse destas imagens, puderam ter uma maior visão e consequente compreensão, de sua dinamicidade à partir de suas ocorrências.

Outro fator que auxiliou a observação das tempestades solares e seus efeitos, foi que a câmera captura imagens inteiras do Sol em oito faixas diferentes, indo de 10.000 a 36 milhões de graus, o que favorece observar eventos completos, o que seria difícil, com um campo de visão restrito e olhando para mapas de uma única temperatura.

Teoria do Caos no grande ecrã

TEORIA DO CAOS NO GRANDE ECRÃ

(Teoria de caos na grande tela)


De acordo com os estudos realizados pelo psicólogo James Cutting, especializado em cognição, da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, mais que a empatia e/ou popularidade que alguns atores podem ter diante do conceito popular, o que verdadeiramente prende a atenção do espectador relaciona-se a fatores científicos, mais especificamente, segundo ele, relacionados à teoria dos caos.

Utilizando a percepção como ferramenta investigativa, num processo de desconstrução das produções de 70 anos passados, a partir de seus estudos, assim definiu sua teoria:

“Às vezes estou a ver um filme, que comecei a meio, e pergunto-me: “Por que estou a ver irto?” Mas tenhoi os olhos fixos no ecrã. Acontece porque estou a dar ao filme um certo ritmo e estou a achar isso agradável”.

Cutting define tal ritmo como padrão 1/f, conceito presente na teoria do caos e uma constante no universo e em toda a natureza, consequentemente em todos os setores da vida, como música, economia, e outros.

À partir do padrão 1/f e para efetivar sua aplicação ao cinema, o investigador compara o comprimento dos cortes durante o filme estabelecendo um ritmo para o mesmo, percebendo tal ritmo cada vez mais próximo ao padrão de atenção humana, o que não é sinônimo de mera rapidez nas mudanças de quadros. Outro fator importante ressaltado por Cutting, é que o gosto estilístico também não está associado à este estudo, sendo ele admirador dos filmes de noir dos anos 50 e percebendo neles seqüências aleatórias e totalmente distintas em relação ao padrão 1/f.

Segundo o investigador, há hoje um maior controle sobre a dinâmica visual por parte dos editores tornando os planos mais coerentes do que os de 70 anos atrás, sugerindo que futuramente a indústria cinematográfica evoluirá para uma estrutura geral mais próxima do padrão 1/f, assemelhando-se naturalmente aos já encontrados na “física, biologia, cultura e do pensamento.”

Websites


Wikipedia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal

http://www.wikipedia.org/

IMDB

http://www.imdb.com/


http://www.teoriadacomplexidade.com.br/textos/teoriadocaos/TeoriaDoCaos-e-as-Organizacoes.pdf

Bibliografia

Título: O Andar do Bêbado
Como o Acaso Determina Nossas Vidas
Autor: Leonard Mlodinow
Tradutor: Diego Alfaro
Editora: Zahar











Título: Acaso e Caos
Autor: David Ruelle
Editora: Unesp












Título: Caos - A Criação de Uma Nova Ciência
Autor: James Gleick
Editora: Campus












A Teoria do Caos

Segundo a Teoria do Caos, qualquer mudança, ainda que mínima, ocorrida no início de um evento qualquer, pode gerar consequências não conhecidas no futuro. Ou seja, qualquer ação realizada neste exato momento, será passível de um resultado amanhã, ainda desconhecido. Edward Lorenz, meteorologista norte-americano, ao testar um programa de computador que simulava o movimento de massas de ar, percebeu que acontecimentos simples tinham um comportamento tão desordenado quanto a vida. Tal descoberta foi feita por Lorenz no início da década de 1960.

Sendo assim, em busca de uma resposta para uma maior compreensão de tal processo, Lorenz altera alguns décimos a menos um dos números que alimentavam a máquina do tempo, esperando que os resultados tivessem poucas mudanças. No entanto, a pequena alteração gerou uma transformação aguda, mudando radicalmente o padrão das massas de ar. Segundo ele, seria como se o bater das asas de uma borboleta em Nova Iorque causasse, tempos depois, um tornado no Japão. Origina-se assim a Teoria do Caos, fundamentada nos estudos do meteorologista que formulou equações que corroboravam o “efeito borboleta”. Outros cientistas concluíram que a imprevisibilidade detectada por Lorenz, aparecia em quase tudo, desde um simples piscar de olhos à cotação da Bolsa de Valores, encontrando espaço em qualquer sistema natural, ou seja, aqueles que guardem dinamismo e adaptabilidade. Uma referência a esta teoria pode ser vista no filme “The Butterfly Effect” (Efeito Borboleta), já que no mesmo observamos a imprevisibilidade e por que não dizer, mudança radical do futuro, baseadas nas escolhas (mudanças), aparentemente pequenas feitas pelo personagem principal .

Reforçando tal teoria, o matemático francês, Benoit Mendelbrot, na década de 1970, percebe que as equações criadas por Lorenz coincidem com as que ele mesmo havia desenvolvido com os fractais (figuras geradas a partir de fórmulas que demonstram matematicamente a geometria da natureza, como o relevo do solo e outros). O experimento de ambos, Lorenz e Mendelbrot, indica que na essência de tudo, dando forma ao universo, temos como base a Teoria do Caos.

Em 19 de fevereiro de l998, é prevista uma tempestade tropical sobre a Louisiana para três dias. Porém, um meteorologista da agência situada sobre o Oceano Pacífico, descobre uma diferença nas medições executadas, e que estas poderiam prever uma pequena diferença no deslocamento de tais massas de ar. Assim, os dados foram realimentados nos computadores e o resultado foi que a tempestade tropical não ocorreria naquele estado, mas sim um tornado de proporções gigantescas em Orlando, na Flórida, o que realmente veio a acontecer em 22 de fevereiro de 1998.

O mais comum na ciência clássica é transformar os sistemas abertos, ou seja, os sistemas dinâmicos, complexos e adaptativos, em sistemas fechados objetivando-se aplicar as leis conhecidas que privilegiam as linearidades em detrimento das não-linearidades. Assim, pretende-se facilitar e simplificar a análise de dados. Porém, ao se tomar uma decisão por menor que se pareça tida como insignificante, com plena espontaneidade nos sistemas dinâmicos abertos, poderemos gerar uma transformação inesperada num futuro incerto.

Por isso, neste tipo de sistema, quando restrito a uma ou duas variáveis fixando-se as demais, e somente nessa situação chamada limítrofe, o sistema se torna fechado, e o Efeito Borboleta aparentemente não atua, causando assim a impressão de um sistema estático.

Considerando alguns conceitos básicos do caos, segundo STACEY (1991):”(...) em sua definição científica, o Caos não significa desordem absoluta ou perda completa da forma. Ele significa que sistemas guiados por certos tipos de leis perfeitamente ordenadas são capazes de se comportar de uma maneira aleatória e, desta forma, completamente imprevisível no longo prazo, em um nível específico. Por outro lado, este comportamento aleatório também apresenta um padrão ou uma ordem “escondida” em um nível mais geral(...). O Caos é na verdade, a variedade individual criativa dentro de um padrão geral de similaridade”.

Subentende-se desta forma, que um conceito a ser estudado nessa teoria é o das mudanças, já que este está intrinsicamente ligado a todos os níveis das organizações, indivíduos ou grupos de pessoas, impactando a partir das decisões, nos comportamentos e resultados futuros dessas mesmas pessoas e/ou organizações, enfatizando-se que nos dias de hoje as mudanças têm ocorrido de forma cada vez mais dinâmica, intensa e inconstante.